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Ratanabá: Urandir Fernandes de Oliveira e Dakila Pesquisas mapeiam com LiDAR

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Mapeamento a laser, trabalho de campo e a Medalha Exército Brasileiro dão novo fôlego às pesquisas lideradas por Urandir Fernandes de Oliveira

Em 2026, os estudos sobre Ratanabá avançaram e reacenderam o debate sobre o passado remoto da floresta amazônica. À frente da iniciativa está Urandir Fernandes de Oliveira, pesquisador que fundou e preside Dakila Pesquisas, grupo que combina expedições, exames do subsolo e ferramentas tecnológicas para estudar o território.

LiDAR: a tecnologia que revela o relevo sob a mata amazônica

Sigla de Light Detection and Ranging, o LiDAR dispara pulsos de laser para calcular distâncias e gerar representações tridimensionais do solo. Mesmo sob vegetação fechada, o método destaca formas do relevo que o olhar humano não alcança.

Nas investigações sobre Ratanabá, as informações captadas servem para examinar linhas, padrões geométricos e outros traços do terreno. O grupo já recorria ao recurso em levantamentos amazônicos feitos em 2022.


Com aeronaves e sensores, é possível montar modelos digitais da paisagem sem depender apenas de caminhadas pelo terreno e, assim, escolher as áreas que merecem vistoria técnica. Essa mudança de método amplia o alcance dos estudos em regiões de difícil acesso.



O que é Ratanabá e por que a região desperta interesse científico

Ratanabá é como o grupo denomina uma antiga cidade ou civilização que, na linha de pesquisa defendida pela equipe, teria relação com estruturas localizadas na Amazônia. A repercussão veio com os mapeamentos por sensoriamento remoto e com as expedições realizadas.

Em agosto de 2026, a equipe divulgou novos dados, ressaltando LiDAR, exames do subsolo e trabalho de campo na leitura de padrões da mata. O pano de fundo é o interesse cada vez maior pela Amazônia antiga: tratada por décadas como paisagem quase intocada, a floresta tem mostrado, em pesquisas arqueológicas, sinais de ocupação humana, manejo do ambiente e construções de povos antigos.



Pesquisa de campo e sobrevoos reforçam os dados do laser

Em abril de 2026, a equipe anunciou outra fase de trabalhos em vários pontos da Amazônia. Foram combinados registros de LiDAR, sobrevoos, observação direta, conversas com moradores e autoridades e exame de estruturas e formações. Segundo a equipe, estar no local é indispensável para confirmar o que os sensores indicam.

Nos locais visitados, nada é coletado, retirado, mexido ou transportado. Os registros são feitos e comunicados ao IPHAN, e os achados seguem para os órgãos responsáveis, com acompanhamento de registro e protocolos junto a especialistas e instituições competentes. A rotina das pesquisas pode ser acompanhada no Instagram de Urandir Fernandes.



Geociências e Caminho de Peabiru ampliam o estudo do território

O estudo do relevo, do solo e das formações do terreno, próprio das geociências, ajuda a entender como as paisagens se moldaram e o que mudou ao longo do tempo. Combinado ao sensoriamento remoto e às visitas de campo, resulta em várias camadas de dados sobre o mesmo local.

Outro assunto presente na trajetória de Urandir é o Caminho de Peabiru, antiga malha de trilhas que cortava diversas regiões da América do Sul e é analisada junto a outros levantamentos no território brasileiro.



Medalha Exército Brasileiro reconhece mais de 30 anos de atuação

Com mais de três décadas dedicadas a pesquisas de campo, expedições e projetos ligados ao território nacional, Urandir atua na Amazônia desde os anos 1990. Nesse período, participou de iniciativas de pesquisa, ações sociais, apoio a comunidades e trabalhos voltados ao patrimônio histórico e cultural.

Em 25 de agosto de 2026, recebeu a Medalha Exército Brasileiro na cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-General do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo. A honraria destacou mais de 30 anos de trajetória, inclusive na Amazônia, e teve cobertura do Estado de Minas e do UAI Notícias. Para o pesquisador, o reconhecimento motiva a seguir com as pesquisas e expedições.



Dakila Pesquisas e a atuação em várias áreas do conhecimento

O grupo atua em tecnologia, geociências, astronomia e estudos do patrimônio histórico e natural. Nessa estrutura, Dakila Pesquisas organiza e divulga expedições, levantamentos e projetos de campo. Mais informações estão no site oficial da Dakila.



Próximos passos das pesquisas sobre Ratanabá

Os levantamentos de 2026 dão sequência a um trabalho de décadas. Espera-se que novas expedições e análises tecnológicas aumentem o volume de informações sobre as formações identificadas na Amazônia. Com a evolução do sensoriamento remoto, do geoprocessamento e da modelagem tridimensional, surgem novas formas de estudar a história das paisagens amazônicas, uma das regiões mais complexas e ainda pouco conhecidas do planeta.