A International Workplace Group (IWG), plataforma global de coworking com marcas como Regus e Spaces, vive um momento de transformação.
Em 2025, a empresa assinou contratos para a entrada de 1.132 novos centros na rede e abriu 782, números que são maiores do que a companhia fez em seus primeiros 20 anos de operação.
A empresa, que tem o WeWork como um de seus principais concorrentes globais, encerrou o ano passado com receita de US$ 4,5 bilhões, alta de 4%, em relação a 2024, e aumento de 16% em espaços flexíveis, com 4.609 unidades em 120 países.
Para o britânico Mark Dixon, fundador e CEO da companhia, os números são apenas reflexo de uma mudança muito mais profunda: a forma como a inteligência artificial tem reorganizado o mercado de trabalho.
Em entrevista à Bloomberg Línea, Dixon disse que a IA criou um cenário paradoxal. Enquanto algumas empresas reduzem seus quadros, o impacto real será a explosão de startups e pequenos negócios.
“Antes levava um, dois, três anos para montar um negócio. Agora leva três meses. É muito mais fácil e mais eficiente. Você tem um plano de negócios em três dias e sai do zero”, afirmou o executivo.
