Sim… tem gente que não entende…

Sim… tem gente que não entende…

A internet, de tão profunda participação na vida do ser humano, não é mais novidade em qualquer que seja o ramo de negócio. E tem gente que ainda quer lutar contra isso! Parece impossível, mas é verdade.

Sim… tem gente que não entende…

Batem o pé ante a notícia de que a publicidade online ultrapassou praticamente todas as mídias tradicionais, tanto em investimento quanto em audiência de nicho (que é a que importa hoje em dia) e que vem ameaçando a “toda-poderosa” televisão. Não conseguem acreditar.

Sim… tem gente que não entende…

Choram porque sua série favorita não venceu o Emmy e se iram porque “House of Cards”, série original Netflix levou o prêmio.

Sim… tem gente que não entende…

Não compreendem que todas as mídias devem convergir e que a utilização de “novas” mídias, como o Youtube, fortalecem a marca e dão respaldo para a continuação de um relacionamento com a mesma.

Sim… tem gente que não entende…

Assistem os vídeos do “Porta dos Fundos” só pra dizer que eles estão perdendo a graça e que é uma “modinha” passageira (e ainda perdem tempo escrevendo nos comentários dos vídeos). Não entenderam o plano de fundo dessa imensa mudança na forma de fazer humor e, principalmente, de fazer negócio.

Sim… tem gente que não entende…

Abominam a idéia de que a distribuição, na maioria das vezes gratuita, pela internet de softwares e arquivos deverá ser a solução para diversos setores da economia. A pirataria pode ser sua amiga!

Sim… tem gente que não entende…

Que as mídias sociais, nichadas ou não, são muito mais que brincadeira de criança e podem gerar muitos negócios e novas formas de se conectar com o consumidor.

Sim… tem gente que não entende…

Simplesmente não querem acreditar que Moda é o primeiro lugar no e-commerce e de que o risco percebido em compras de roupas e calçados pela internet já caiu por terra faz tempo.

Sim… tem gente que não entende… Esses cenários descritos acima foram só uma pequena parte dos exemplos que venho vendo Brasil afora.

Se você é um desses… Perdeu o bonde da história. E, principalmente, o bonde do Marketing. Infelizmente, só será visto pelo retrovisor!

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O Jovem Consumidor Brasileiro

Estive presente no sensacional “youPIX Festival”, no dia 05/07. Sugiro a todos que curtem o tema da “Cultura Digital” que não percam este evento. Particularmente, estava interessado em alguns encontros, mas claro que o que me chamou atenção logo de cara foi o relatório que iria ser dado sobre a pesquisa IBOPE/youPIX, sobre o jovem consumidor brasileiro que está na internet. A pesquisa foi capitaneada pelo CONECTAí, iniciativa do IBOPE Inteligência, que está estudando comportamento digital no Brasil e na América Latina. Vou trazer alguns excertos da pesquisa e traçar alguns comentários.

Vida Profissional – Quase 70% dos jovens já trabalham (90% destes trabalham em tempo integral), com uma renda média pessoal é de R$ 820. Acredito que este é um panorama bem diferente do que foi no meu tempo de jovem e também há uma década atrás. O que indica que estes jovens estão no mercado de consumo de forma mais ativa que nunca (61% fazem compras pessoais todo mês; 57% tem Cartão de Crédito). Além disso, muitos deles arcam com responsabilidades enormes em casa, participando ativamente dos gastos familiares.

Um perfil diferente – Os jovens de hoje são multicanal, global e, acima de tudo, digital. Isso nos leva a traçar um perfil diferente de consumidor jovem. Pontos importantes: Busca ininterrupta pela autenticidade; É cada vez mais individualista e independente (o que denota força nas suas convicções e opiniões pessoais); Extremamente envolvido (colaboracionismo é palavra de ordem); E, claro, bem-informado. Minha opinião é que este novo perfil de jovem está intimamente ligado com a cultura digital. Ela é a identidade desta nova geração.

Experiência e Relacionamento – Família e Amizades disparam como importantes influenciadores de compra (o que parece ser um paradoxo com o perfil individualista). Mas a internet (pra busca e, principalmente, troca de informações) e as experiências próprias anteriores também tem força na hora de decidir o que comprar. Veja só o gráfico apresentado na pesquisa:

Experiencia(Clique na Imagem para Ampliar)

Acesso à Informação – Os jovens estão muito conectados e tem muito acesso a informação. 94% possuem celular (22% são smartphones); 76% são internautas assíduos (92% navegam em redes sociais, contra 76% da média nacional); 41% possuem TV paga. O espaço para crescimento é o do tablet, pois apenas 4% tem o dispositivo. Os jovens mostram que o TRADIGITAL é fato. Há um consumo de informação por meios tradicionais e digitais ao mesmo tempo, mostrando que há ainda longa vida para mídias como TV, Rádio e Revista. Mas o pensamento transmídia é fundamental para a sobrevivência dos canais destas mídias. Além disso, mais de 60% dos jovens usam dois meios ao mesmo tempo. Exemplo: assiste-se televisão com o smartphone do lado, ligado às mídias sociais.

Se você tiver tempo, pode assistir a palestra feita no youPIX na íntegra (45 minutos) no vídeo abaixo! 🙂

Realmente temos muita coisa para repensar, em termos de Marketing Tradicional. Creio que a influência da cibercultura, do mundo digital é inegável. É impossível se comunicar com esse público só (e somente só) por meio de mídias tradicionais. Além disso, mensagens enlatadas não são bem-vindas. A comunicação deve ser diferenciada, valorizando o relacional e a experiência. Bem-vindos ao admirável mundo novo!

O blog “Marketing em Foco” parabeniza o IBOPE MEDIA e à sua gerente de Learning e Insights, Juliana Sawaia, pela sensacional pesquisa. Aguardamos os próximos relatórios! 😉

Consumo e suas novas tendências

O lançamento do relatório da TrendWatching.com, falando sobre as tendências de consumo na América do Sul e Central, marcou a abertura do escritório local da empresa. Nada melhor que um relatório cheio de interessantes insights segmentados, para festejar mais uma empresa de consultoria de porte internacional chegando em terras tupiniquins.

Pontos interessantes foram levantados pelo relatório, alguns confirmando o que já imaginávamos, outras surpresas interessantes. Vamos aos principais pontos (em itálico, os comentários do blog sobre cada ponto):

– NOVISMO: O anseio pelo que é novo está tomando os consumidores da região. O texto fala que “os consumidores, com mais dinheiro disponível para gastar e com uma noção mais forte de seu poder pessoal, mergulham entusiasmados em uma seleção crescente de produtos, experiências, sabores, destinos e serviços cada vez mais disponíveis”.

Parece ser agora mais importante ainda a questão do Valor Percebido. Não há mais espaço para produtos “commoditizados” . É hora dos nossos produtos e serviços procurarem diferenciais sustentáveis imediatamente, se não quiserem ser engolidos por produtos líderes em custo advindos do exterior e por produtos realmente diferenciados.

– CONSUMIDORES VIRGENS: Muitos consumidores, que vêm ascendendo socialmente, não tem definidos os processos de compra pra determinados produtos que não faziam parte do seu conjunto de consideração. Também são válidas para marcas admiradas, porém ainda não alcançadas.

Uma boa fonte de aproveitamento dessa ideia é a criação de linhas mais populares para fazer com que haja uma “desvirginação”  destes clientes. 

– AUTONOMIA: O tradicional sonho de ter um emprego se foi. O empreendedorismo, a inovação e as iniciativas do gênero são a bola da vez para a nova geração. Isto tem forte influência não só em novos negócios, mas também dentro das organizações.

É tempo de empreendedorismo. E empreendedorismo voltado à tecnologia, o que faz entrar em campo as Start-Ups. Além disso, as empresas devem investir em empowerment e endomarketing, para que o empreendedorismo também seja uma realidade dentro das mesmas. Outra coisa é o empreendedorismo social, que pode ser incentivado e incrementado pelas organizações, como forma até de aumentar o brand equity.

– IMPACTO SOCIAL: Chamado no relatório de “Bridging the Gap” (colocando pontes sobre o abismo), este item anuncia o amadurecimento do consumidor sobre a importância, não só da qualidade objetiva do produto, mas do impacto social do mesmo. Isso vai passar de mero diferencial, para Fator Crítico de Sucesso.

É fato que empresas que realizam ações sociais ou que tenham um marketing social ativo tem uma percepção de qualidade acima da média do mercado. O brand equity se incrementa, se estas ações são realizadas e informadas ao público. Há estudos que indicam que empresas que investem em marketing social tem menor propensão a serem afetadas em situações de guerra de preços.

– USO INTENSO DA TECNOLOGIA: O estudo chama este momento de “Luxúria da Tecnologia”, ou Technolust. No texto é dito: “O tesão dos consumidores pela tecnologia é impulsionado pelos benefícios reais, imediatos e tangíveis que ela traz ao cotidiano: desde economizar dinheiro e abrir oportunidades à compras mais valiosas e mais convenientes e negócios e serviços mais eficientes e mais rápidos”.

A cibercultura é inevitável. Mas estamos chegando a níveis altíssimos de utilização de Tecnologias de Comunicação e Informação, no cotidiano. As marcas não podem apenas existir em ‘bricks’, mas deve-se ter presença ativa nos ‘clicks’. Isso indica: Mídias Sociais, Portais Interativos, Blogs Corporativos, Contato Real-Time, Comércio Eletrônico, Presença Mobile (Aplicativos e Sites adaptados). Isto é Fator Crítico. Não é uma modinha.

– LUXO: Classes mais baixas, que não tinham acesso a determinados tipos de produtos “luxuosos”, agora não só tem acesso, mas também tem vontade de fazê-lo. Novas marcas e novos segmentos estão aparecendo cada vez mais, o que necessita um foco de negócios bem definido.

As empresas devem pensar no nicho do luxo para seus produtos. No seu portfólio, deixe espaço para produtos que tenham um nível de luxo maior do que os demais. Produtos premium são importantes para as estratégias de marketing.

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Tendências da Internet no Brasil

A comScore promoveu, no último dia 15 de março, o webinar “2013 Brazil Digital Future in Focus”. Tive o prazer de acompanhar os resultados da pesquisa, guiada pelo dirigente da empresa para Brasil e América Latina, Alex Banks.

Hoje a empresa divulgou um infográfico com os principais insights deste seminário sensacional. Confira abaixo:

Você pode ver mais detalhes sobre o estudo, clicando aqui.

A comScore é líder mundial em levantamento e análise de dados sobre uso de internet e tecnologias digitais de comunicação. Suas medições são feitas em 172 países, possuindo escritórios em 23 deles. Tem mais de mil funcionários, que proveem serviços para mais de 2100 clientes ao redor do mundo.