Segmentação ao Extremo

Vi este post no LinkedIn, escrito pelo especialista em Social Media e Marketing Digital, Hilário Júnior. Achei que seria interessante para os visitantes do blog! Compartilho o texto do Hilário na íntegra:


Facebook e Serasa fecham parceria para anúncios segmentados por renda

Essa é pra deixar muito defensor da privacidade dos dados de cabelo em pé:Facebook e Serasa estão em fins de fechar uma parceria onde, até o final do ano, a rede social vai ter acesso ao vasto banco de dados da empresa de cadastro financeiro, a partir daí nós (profissionais de social media) vamos conseguir segmentar por faixa salarial os anúncios através da plataforma de anúncios da rede de Menlo Park.

A notícia chegou até mim através de uma fonte que compareceu ontem ao Facebook Track, novo evento do facebook, dessa vez voltado para o mercado Mobile. “Basicamente meu queixo caiu e foi até o chão. Achei fantástico e ao mesmo tempo invasivo” disse a fonte.

Essa história da Serasa fazer parceria com empresas e plataformas de anúncios não é nova, já faz algum tempo que a empresa do Grupo Experian mantém uma parceria com a rede de anúncios da Microsoft e seus portais, no entanto o alcance e robustez do Facebook Ads é bem diferente, não é mesmo?

Essa segmentação através da renda já acontece na plataforma nos EUA e promete mudar consideravelmente a forma como enxergamos determinados tipos de anúncio através do facebook e suas redes parceiras/proprietárias. A frente do Google que, por enquanto só consegue segmentar através de renda familiar média baseado em dados demográficos, o Face já sai. É esperar para ver.

UPDATE: 

A fonte me falou agora que até o final do ano será possível também aqui no Brasil fazer anúncios precisos a partir de endereços. Ou seja: Você quer anunciar apenas para pessoas que morem/trabalhem na Avenida Paulista e tenham renda superior a $ 4.000,00? Sim, vai ser possível.


Se, de fato, isto acontecer, entraremos numa nova era de anúncios segmentados. E vejo cada vez mais as verbas indo para o Facebook e outras mídias digitais e deixando as tradicionais a ver navios!

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Cervejas do Mundo: as mais populares do mais popular

A The Economist publicou essa semana um mapa-mundi, feito pela VinePair, com as marcas de cerveja mais consumidas em cada país. Mesmo que você não goste de cerveja, a curiosidade em torno das marcas é mais forte!rs

Abaixo o mapa:

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Como é evidenciado, cerveja talvez seja o produto onde há uma reminiscência de segmentação geográfica intocável. Parece que ela se torna a identidade de uma localidade/região/país. E isso se torna um ponto crucial para todo: relacionamento com o público; acerto no apelo e nas campanhas; construção de brand equity feita com o mínimo de imperfeições…

Enfim, as cervejarias são sempre ótimos cases de marketing, qualquer que seja o lugar do mundo onde estejam!


Quero aqui ressaltar o meu descontentamento com a falta do logo da Cerveja Cuca, em nome dos meus amigos angolanos!

Segmentação: Idiota

Mike Jeffries, presidente da Abercrombie & Fitch, finalmente anunciou o que todos já imaginavam: a empresa não quer mais usuários gordinhos. A frase caiu como uma bomba na internet, na última semana. Afinal, o complemento da frase foi que o presidente  queria que a marca seja relacionada apenas com pessoas “bonitas e magras”, pessoas “gostosas, populares e de boa aparência”.

Que Jeffries é um cara polêmico, o mundo corporativo já sabia. Mas, na minha opinião, passou dos limites. Claro que, estrategicamente falando, segmentação é necessária para qualquer empresa. É mais que necessário escolher os públicos corretos e focar neles.

Mas não me venham confundir segmentação com falta de respeito! O foco principal nas mulheres (ainda vendem números maiores para atletas masculinos) acima do peso, chamando-as indiretamente de feias, não é uma ação feliz.

Vejo isso como prepotência. A Abercrombie vem se destacando a quase uma década entre o público jovem e adolescente. Agora que estão por cima, nada melhor do que identificar melhores segmentos psicográficos ou de padrões de consumo para trabalhar. Mas creio que “feiura” e “beleza” nunca serão os melhores nichos de mercado.

Detalhe: Tudo isso em uma empresa que diz “valorizar a diversidade” – http://www.anfcareers.com/Page/Diversity (tem até um vídeo mostrando a valorização da diversidade pela empresa).

Que não seja uma profecia. Mas espero que o mercado trate esta empresa do mesmo jeito que ela trata o mercado!