Sim… tem gente que não entende…

Sim… tem gente que não entende…

A internet, de tão profunda participação na vida do ser humano, não é mais novidade em qualquer que seja o ramo de negócio. E tem gente que ainda quer lutar contra isso! Parece impossível, mas é verdade.

Sim… tem gente que não entende…

Batem o pé ante a notícia de que a publicidade online ultrapassou praticamente todas as mídias tradicionais, tanto em investimento quanto em audiência de nicho (que é a que importa hoje em dia) e que vem ameaçando a “toda-poderosa” televisão. Não conseguem acreditar.

Sim… tem gente que não entende…

Choram porque sua série favorita não venceu o Emmy e se iram porque “House of Cards”, série original Netflix levou o prêmio.

Sim… tem gente que não entende…

Não compreendem que todas as mídias devem convergir e que a utilização de “novas” mídias, como o Youtube, fortalecem a marca e dão respaldo para a continuação de um relacionamento com a mesma.

Sim… tem gente que não entende…

Assistem os vídeos do “Porta dos Fundos” só pra dizer que eles estão perdendo a graça e que é uma “modinha” passageira (e ainda perdem tempo escrevendo nos comentários dos vídeos). Não entenderam o plano de fundo dessa imensa mudança na forma de fazer humor e, principalmente, de fazer negócio.

Sim… tem gente que não entende…

Abominam a idéia de que a distribuição, na maioria das vezes gratuita, pela internet de softwares e arquivos deverá ser a solução para diversos setores da economia. A pirataria pode ser sua amiga!

Sim… tem gente que não entende…

Que as mídias sociais, nichadas ou não, são muito mais que brincadeira de criança e podem gerar muitos negócios e novas formas de se conectar com o consumidor.

Sim… tem gente que não entende…

Simplesmente não querem acreditar que Moda é o primeiro lugar no e-commerce e de que o risco percebido em compras de roupas e calçados pela internet já caiu por terra faz tempo.

Sim… tem gente que não entende… Esses cenários descritos acima foram só uma pequena parte dos exemplos que venho vendo Brasil afora.

Se você é um desses… Perdeu o bonde da história. E, principalmente, o bonde do Marketing. Infelizmente, só será visto pelo retrovisor!

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Cartas na Mesa

Foi com surpresa que o mundo do entretenimento recebeu a interessante notícia da veiculação de uma série original, criada pela Netflix. “House of Cards” conta a história de Francis Underwood, senador americano vivido por Kevin Spacey, e a sua escalada sem escrúpulos rumo ao poder. Os números de audiência não foram divulgados mas, se tomarmos como índice o buzz gerado nas mídias sociais e na imprensa, especializada ou não, o sucesso foi retumbante (o USA Today chamou de melhor coisa que você vai ver na ‘televisão’ esse ano). Tanto que a empresa já está produzindo a segunda temporada da série e está com outras 4 em fase de pré-produção.

O que há nas entrelinhas é mais uma revolução digital em andamento. Talvez seja a primeira vez que, efetivamente, teremos uma convergência entre a Televisão de entretenimento e a internet. E digo mais: é a primeira vez em que temos um seriado, talvez “top 3” em entretenimento hoje em dia, que aproveita para surfar numa onda que já é uma realidade a muito tempo. A onda dos downloads piratas que a maioria dos usuários de internet fazem dos seriados.

A Netflix, que muita gente no Brasil ainda tem desconfiança de que aqui nunca vai dar certo por sermos um país pirateiro, está apostando na cultura que está sendo criada por este cenário. Pessoas estão assistindo cada vez mais seriados no computador, tablets e smartphones; pessoas estão comprando Smart TVs para poder se conectar na internet e assistir os mesmos seriados e filmes. Bola dentro!

Você pode dizer que a quantidade de pirataria ainda é grande e que o modelo Netflix não pegará em países em desenvolvimento. Ledo engano. No Brasil pode não ter decolado ainda, mas os números não deixam de ser surpreendentes. Tanto em quantidade de material, quanto em assinantes. Veja o quadro abaixo:

“House of Cards” é o início de uma grande revolução de conteúdo. Já se fala, nos EUA, que quando diversas séries originais serem produzidas para plataformas similiares, e as outras já estiverem disponíveis para a mesma, que ter TV por assinatura já não vai ser tão interessante. Que mudança estamos assistindo. Fico pensando em grandes empresas de comunicação que não entenderam a ideia e hoje assistem, com certeza, com certo receio.

As cartas estão na mesa. Como num jogo de pôquer, quem souber jogar melhor com elas vai se sair bem. E estamos vendo a boa jogadora Netflix bem no páreo, com uma casa cheia de cartas pra jogar!