Segmentação ao Extremo

Vi este post no LinkedIn, escrito pelo especialista em Social Media e Marketing Digital, Hilário Júnior. Achei que seria interessante para os visitantes do blog! Compartilho o texto do Hilário na íntegra:


Facebook e Serasa fecham parceria para anúncios segmentados por renda

Essa é pra deixar muito defensor da privacidade dos dados de cabelo em pé:Facebook e Serasa estão em fins de fechar uma parceria onde, até o final do ano, a rede social vai ter acesso ao vasto banco de dados da empresa de cadastro financeiro, a partir daí nós (profissionais de social media) vamos conseguir segmentar por faixa salarial os anúncios através da plataforma de anúncios da rede de Menlo Park.

A notícia chegou até mim através de uma fonte que compareceu ontem ao Facebook Track, novo evento do facebook, dessa vez voltado para o mercado Mobile. “Basicamente meu queixo caiu e foi até o chão. Achei fantástico e ao mesmo tempo invasivo” disse a fonte.

Essa história da Serasa fazer parceria com empresas e plataformas de anúncios não é nova, já faz algum tempo que a empresa do Grupo Experian mantém uma parceria com a rede de anúncios da Microsoft e seus portais, no entanto o alcance e robustez do Facebook Ads é bem diferente, não é mesmo?

Essa segmentação através da renda já acontece na plataforma nos EUA e promete mudar consideravelmente a forma como enxergamos determinados tipos de anúncio através do facebook e suas redes parceiras/proprietárias. A frente do Google que, por enquanto só consegue segmentar através de renda familiar média baseado em dados demográficos, o Face já sai. É esperar para ver.

UPDATE: 

A fonte me falou agora que até o final do ano será possível também aqui no Brasil fazer anúncios precisos a partir de endereços. Ou seja: Você quer anunciar apenas para pessoas que morem/trabalhem na Avenida Paulista e tenham renda superior a $ 4.000,00? Sim, vai ser possível.


Se, de fato, isto acontecer, entraremos numa nova era de anúncios segmentados. E vejo cada vez mais as verbas indo para o Facebook e outras mídias digitais e deixando as tradicionais a ver navios!

Anúncios

Kotler e os novos desafios do Marketing

Neste post temos o privilégio de ler um texto escrito pelo Prof. Dr. Antônio Carlos Giuliani, grande mestre e amigo, meu orientador do mestrado em Marketing e Estratégia na UNIMEP-SP. Reproduzido com autorização (agradeço muito, mestre!), o texto versa sobre a participação do Dr. Giuliani no HSM New Leaders realizado em São Paulo, mais particularmente numa palestra do “papa do marketing”, amado por uns, odiado por outros, Philip Kotler.

Originalmente publicado no Jornal de Piracicaba, em 06/09/2014


Tive o prazer de participar essa semana, do maior evento de marketing do ano realizado pela HSM New Leaders, no World Trade Center, com a autoridade mundial em Marketing, professor Philip Kotler, possui mais de 50 livros lançados sobre o tema e suas variações. Enumero alguns pontos importantes abordados como contribuição.

A gestão do novo marketing exige dos profissionais, compreender como enfrentar os desafios globais a hipercompetição entre China e Índia, construir sua organização voltada para o marketing, consiste em saber definir o diretor de marketing ou o seu CMO – Chief Marketing Officer, adequado para dialogar com ciclos de vida mais curtos de produtos e empresas, ter clareza de que seu papel concentra-se na elaboração do plano de crescimento futuro da empresa, passar do marketing tradicional para o digital; adotar o marketing 3.0 e a responsabilidade socioambiental empresarial. O poder está passando para os compradores, 58% dos consumidores hoje, pesquisa produtos online antes de comprar, 79% dos consumidores afirmam usar um smartphone para ajudar nas compras, atenção para uso do mobile marketing, os compradores do mercado B2B business to business já não querem nem mais ver vendedores pela frente.

O mercado hoje, exige um processo de gestão de marketing pautado em planejar investimentos de marketing, criação de modelos de demanda, gerenciar os recursos de marketing, executar a gestão de campanhas, de leads, de eventos, da fidelidade, de mídias e mensurar o retorno sobre os investimentos em marketing. A marca precisa tocar o sentimento das pessoas, causar boa impressão, utilizar os canais tradicionais e digitais, para ressaltar o motivo que faz de seu produto melhor que os da concorrência. Cada vez mais sua empresa, marca, será avaliada pela responsabilidade socioambiental empresarial, certifique-se do cumprimento da legislação ambiental, da produção de produtos melhores, com menos impacto no meio ambiente, focar todas as fases do desenvolvimento de produtos, desde a pesquisa e desenvolvimento, até marketing e vendas . Toda empresa deve estabelecer uma relação com a sociedade, pautada, no que é bom para a sociedade é bom para as empresas, ou seja, deve descobrir como melhorar não só sua produção, mas também seus resultados.

As estratégias tradicionais de marketing, proporcionam retorno cada vez menores, buscar a inovação, torna-se vital para o sucesso com mais concorrentes, surgem dificuldades para capturar um volume elevado do mercado, de modo que um novo participante tende a se mover para um nicho de mercado, sua empresa precisa conciliar marketing e inovação, ambos produzem resultados. A inovação não é natural numa empresa, é mais natural continuar fazendo a mesma coisa, ou tentar aumentar a eficiência, em vez de buscar coisas novas para fazer. Parafraseando Kotler, muitas inovações falham, mas companhias que não inovam morrem. Não crie vendas, procure estabelecer relações com seus consumidores, é preciso mudar do marketing de transação para o de relacionamento, as empresas precisam focar em fazer mais pelo consumidor.

Repensar a distribuição de verbas nas mídias e aumentar sua presença online é imprescindível. Para Kotler, num futuro próximo, as verbas de mídias ficarão divididas entre, 50% para mídias digitais e 50% nas chamadas velhas mídias. As lojas terão de repensar sua razão de ser, o varejo se transforma rapidamente se possui uma loja física, é preciso alinhar sua logística com compras online, é afirmativo que as lojas físicas não desaparecerão, mas precisam ser reinventadas para se tornarem atrativas, para justificar o tempo e a preferência de comprar em uma loja física, em detrimento da comodidade em comprar online.

Kotler ressalta também a importância do Brasil para os negócios da América Latina, a globalização afeta o Brasil, pois, muitos produtos estão vindo de fora com preços mais baixos e competindo com os nacionais. Para contornar isso, é preciso que o Brasil trabalhe com seus vizinhos, ele deve ser o líder da América Latina, o professor afirma que nosso país precisa ter mais responsabilidades do que ser um país bem sucedido. O Brasil deve ajudar outros países, e expandir suas marcas para toda a América Latina. Aponta que podemos vender nossos produtos para Europa e na Ásia, mas, o nosso consumidor natural está mais próximo, e são nossos vizinhos.

Sua exposição convidou a todos os participantes à um repensar do verdadeiro conceito de marketing, das novas tarefas e desafios de um diretor de marketing, e do papel de focar no marketing holístico interno, integrado relacionamento e socialmente responsável, não podendo ser apenas um departamento, cujos recursos são utilizados por Vendas e por outros departamentos, conforme necessários e de forma desordenada. Encerra sua brilhante exposição com a seguinte frase para reflexão: “Se, daqui a cinco anos, você estiver no mesmo ramo em que está hoje, seu negócio não existirá mais”.

Antonio Carlos Giuliani é professor e coordenador dos cursos de Mestrado Profissional e Doutorado em Administração e MBA em Marketing e Negociação da UNIMEP-SP. Site: Conversando sobre Marketing – http://giulianimarketing.blogspot.com

Sim… tem gente que não entende…

Sim… tem gente que não entende…

A internet, de tão profunda participação na vida do ser humano, não é mais novidade em qualquer que seja o ramo de negócio. E tem gente que ainda quer lutar contra isso! Parece impossível, mas é verdade.

Sim… tem gente que não entende…

Batem o pé ante a notícia de que a publicidade online ultrapassou praticamente todas as mídias tradicionais, tanto em investimento quanto em audiência de nicho (que é a que importa hoje em dia) e que vem ameaçando a “toda-poderosa” televisão. Não conseguem acreditar.

Sim… tem gente que não entende…

Choram porque sua série favorita não venceu o Emmy e se iram porque “House of Cards”, série original Netflix levou o prêmio.

Sim… tem gente que não entende…

Não compreendem que todas as mídias devem convergir e que a utilização de “novas” mídias, como o Youtube, fortalecem a marca e dão respaldo para a continuação de um relacionamento com a mesma.

Sim… tem gente que não entende…

Assistem os vídeos do “Porta dos Fundos” só pra dizer que eles estão perdendo a graça e que é uma “modinha” passageira (e ainda perdem tempo escrevendo nos comentários dos vídeos). Não entenderam o plano de fundo dessa imensa mudança na forma de fazer humor e, principalmente, de fazer negócio.

Sim… tem gente que não entende…

Abominam a idéia de que a distribuição, na maioria das vezes gratuita, pela internet de softwares e arquivos deverá ser a solução para diversos setores da economia. A pirataria pode ser sua amiga!

Sim… tem gente que não entende…

Que as mídias sociais, nichadas ou não, são muito mais que brincadeira de criança e podem gerar muitos negócios e novas formas de se conectar com o consumidor.

Sim… tem gente que não entende…

Simplesmente não querem acreditar que Moda é o primeiro lugar no e-commerce e de que o risco percebido em compras de roupas e calçados pela internet já caiu por terra faz tempo.

Sim… tem gente que não entende… Esses cenários descritos acima foram só uma pequena parte dos exemplos que venho vendo Brasil afora.

Se você é um desses… Perdeu o bonde da história. E, principalmente, o bonde do Marketing. Infelizmente, só será visto pelo retrovisor!

Consumo e suas novas tendências

O lançamento do relatório da TrendWatching.com, falando sobre as tendências de consumo na América do Sul e Central, marcou a abertura do escritório local da empresa. Nada melhor que um relatório cheio de interessantes insights segmentados, para festejar mais uma empresa de consultoria de porte internacional chegando em terras tupiniquins.

Pontos interessantes foram levantados pelo relatório, alguns confirmando o que já imaginávamos, outras surpresas interessantes. Vamos aos principais pontos (em itálico, os comentários do blog sobre cada ponto):

– NOVISMO: O anseio pelo que é novo está tomando os consumidores da região. O texto fala que “os consumidores, com mais dinheiro disponível para gastar e com uma noção mais forte de seu poder pessoal, mergulham entusiasmados em uma seleção crescente de produtos, experiências, sabores, destinos e serviços cada vez mais disponíveis”.

Parece ser agora mais importante ainda a questão do Valor Percebido. Não há mais espaço para produtos “commoditizados” . É hora dos nossos produtos e serviços procurarem diferenciais sustentáveis imediatamente, se não quiserem ser engolidos por produtos líderes em custo advindos do exterior e por produtos realmente diferenciados.

– CONSUMIDORES VIRGENS: Muitos consumidores, que vêm ascendendo socialmente, não tem definidos os processos de compra pra determinados produtos que não faziam parte do seu conjunto de consideração. Também são válidas para marcas admiradas, porém ainda não alcançadas.

Uma boa fonte de aproveitamento dessa ideia é a criação de linhas mais populares para fazer com que haja uma “desvirginação”  destes clientes. 

– AUTONOMIA: O tradicional sonho de ter um emprego se foi. O empreendedorismo, a inovação e as iniciativas do gênero são a bola da vez para a nova geração. Isto tem forte influência não só em novos negócios, mas também dentro das organizações.

É tempo de empreendedorismo. E empreendedorismo voltado à tecnologia, o que faz entrar em campo as Start-Ups. Além disso, as empresas devem investir em empowerment e endomarketing, para que o empreendedorismo também seja uma realidade dentro das mesmas. Outra coisa é o empreendedorismo social, que pode ser incentivado e incrementado pelas organizações, como forma até de aumentar o brand equity.

– IMPACTO SOCIAL: Chamado no relatório de “Bridging the Gap” (colocando pontes sobre o abismo), este item anuncia o amadurecimento do consumidor sobre a importância, não só da qualidade objetiva do produto, mas do impacto social do mesmo. Isso vai passar de mero diferencial, para Fator Crítico de Sucesso.

É fato que empresas que realizam ações sociais ou que tenham um marketing social ativo tem uma percepção de qualidade acima da média do mercado. O brand equity se incrementa, se estas ações são realizadas e informadas ao público. Há estudos que indicam que empresas que investem em marketing social tem menor propensão a serem afetadas em situações de guerra de preços.

– USO INTENSO DA TECNOLOGIA: O estudo chama este momento de “Luxúria da Tecnologia”, ou Technolust. No texto é dito: “O tesão dos consumidores pela tecnologia é impulsionado pelos benefícios reais, imediatos e tangíveis que ela traz ao cotidiano: desde economizar dinheiro e abrir oportunidades à compras mais valiosas e mais convenientes e negócios e serviços mais eficientes e mais rápidos”.

A cibercultura é inevitável. Mas estamos chegando a níveis altíssimos de utilização de Tecnologias de Comunicação e Informação, no cotidiano. As marcas não podem apenas existir em ‘bricks’, mas deve-se ter presença ativa nos ‘clicks’. Isso indica: Mídias Sociais, Portais Interativos, Blogs Corporativos, Contato Real-Time, Comércio Eletrônico, Presença Mobile (Aplicativos e Sites adaptados). Isto é Fator Crítico. Não é uma modinha.

– LUXO: Classes mais baixas, que não tinham acesso a determinados tipos de produtos “luxuosos”, agora não só tem acesso, mas também tem vontade de fazê-lo. Novas marcas e novos segmentos estão aparecendo cada vez mais, o que necessita um foco de negócios bem definido.

As empresas devem pensar no nicho do luxo para seus produtos. No seu portfólio, deixe espaço para produtos que tenham um nível de luxo maior do que os demais. Produtos premium são importantes para as estratégias de marketing.

Continuar lendo