O Jovem Consumidor Brasileiro

Estive presente no sensacional “youPIX Festival”, no dia 05/07. Sugiro a todos que curtem o tema da “Cultura Digital” que não percam este evento. Particularmente, estava interessado em alguns encontros, mas claro que o que me chamou atenção logo de cara foi o relatório que iria ser dado sobre a pesquisa IBOPE/youPIX, sobre o jovem consumidor brasileiro que está na internet. A pesquisa foi capitaneada pelo CONECTAí, iniciativa do IBOPE Inteligência, que está estudando comportamento digital no Brasil e na América Latina. Vou trazer alguns excertos da pesquisa e traçar alguns comentários.

Vida Profissional – Quase 70% dos jovens já trabalham (90% destes trabalham em tempo integral), com uma renda média pessoal é de R$ 820. Acredito que este é um panorama bem diferente do que foi no meu tempo de jovem e também há uma década atrás. O que indica que estes jovens estão no mercado de consumo de forma mais ativa que nunca (61% fazem compras pessoais todo mês; 57% tem Cartão de Crédito). Além disso, muitos deles arcam com responsabilidades enormes em casa, participando ativamente dos gastos familiares.

Um perfil diferente – Os jovens de hoje são multicanal, global e, acima de tudo, digital. Isso nos leva a traçar um perfil diferente de consumidor jovem. Pontos importantes: Busca ininterrupta pela autenticidade; É cada vez mais individualista e independente (o que denota força nas suas convicções e opiniões pessoais); Extremamente envolvido (colaboracionismo é palavra de ordem); E, claro, bem-informado. Minha opinião é que este novo perfil de jovem está intimamente ligado com a cultura digital. Ela é a identidade desta nova geração.

Experiência e Relacionamento – Família e Amizades disparam como importantes influenciadores de compra (o que parece ser um paradoxo com o perfil individualista). Mas a internet (pra busca e, principalmente, troca de informações) e as experiências próprias anteriores também tem força na hora de decidir o que comprar. Veja só o gráfico apresentado na pesquisa:

Experiencia(Clique na Imagem para Ampliar)

Acesso à Informação – Os jovens estão muito conectados e tem muito acesso a informação. 94% possuem celular (22% são smartphones); 76% são internautas assíduos (92% navegam em redes sociais, contra 76% da média nacional); 41% possuem TV paga. O espaço para crescimento é o do tablet, pois apenas 4% tem o dispositivo. Os jovens mostram que o TRADIGITAL é fato. Há um consumo de informação por meios tradicionais e digitais ao mesmo tempo, mostrando que há ainda longa vida para mídias como TV, Rádio e Revista. Mas o pensamento transmídia é fundamental para a sobrevivência dos canais destas mídias. Além disso, mais de 60% dos jovens usam dois meios ao mesmo tempo. Exemplo: assiste-se televisão com o smartphone do lado, ligado às mídias sociais.

Se você tiver tempo, pode assistir a palestra feita no youPIX na íntegra (45 minutos) no vídeo abaixo! 🙂

Realmente temos muita coisa para repensar, em termos de Marketing Tradicional. Creio que a influência da cibercultura, do mundo digital é inegável. É impossível se comunicar com esse público só (e somente só) por meio de mídias tradicionais. Além disso, mensagens enlatadas não são bem-vindas. A comunicação deve ser diferenciada, valorizando o relacional e a experiência. Bem-vindos ao admirável mundo novo!

O blog “Marketing em Foco” parabeniza o IBOPE MEDIA e à sua gerente de Learning e Insights, Juliana Sawaia, pela sensacional pesquisa. Aguardamos os próximos relatórios! 😉

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E-mail ainda funciona?

Pergunta de 10 entre 10 definidores de orçamento de marketing digital, e que está longe de ter uma resposta. Ainda vale a pena investir nesta ferramenta? Com redes sociais, links patrocinados, e-mail ainda tem vez? Trago alguns pontos para lhe ajudar (ou dar ainda mais dúvida na sua cabeça, eu sei) a decidir.

1. Permissão – Os estudos mostram que quando você recebe um e-mail de uma empresa não previamente autorizado, a percepção de confiança nesta empresa se torna extremamente prejudicada. Pense eticamente! Envie apenas mensagens para quem previamente se cadastrou no seu site e/ou AUTORIZOU o envio. Ou seja: nada de ficar comprando banco de dados de “X” milhões de endereços e mandar mensagem pra meio mundo… Isto é sinônimo de tiro no pé! Ou você já clicou em mensagens de milagres de aumento peniano? Além disso: nunca mande o mesmo e-mail duas vezes, ok?

2. Promoção – Não invista em e-mail marketing como mídia de uma campanha institucional. Este tipo de abordagem requer construção de atitudes e foco do consumidor, coisa que não acontece quando alguém está lendo um e-mail. Use o e-mail para “varejo”, use para vender. Então publique promoções, ofertas especiais, descontos. Enfim, tudo aquilo que pode gerar vendas. Quem faz isso, e muito bem, é a Dell.

3. Conversão – Dentre as ações de marketing digital, infelizmente, o e-mail marketing tem sido o de taxas mais baixas de conversão. Em estudo da consultoria Epsilon, a taxa está próximo a 3%, um aumento que foi bastante comemorado.

4. Relacionamento – Como gosto sempre de frisar, todo o marketing deve ser pensado pela ótica do relacionamento. E as mensagens de e-mail são grandes aliadas da construção de relacionamento. Além disso, é um canal básico de contato de ambas as partes. Uma ótima ferramenta de nurturing de leads e de prospects.

Para você que quer investir recursos nesta ferramenta, não deixe de ler o Código de Autorregulamentação das Boas Práticas de E-mail Marketing, elaborado pela Associação Brasileira de Marketing Direto (entre outras entidades), clicando aqui.