Marcas e Selvageria

Esta semana aconteceu, mais uma vez, cenas lamentáveis no futebol brasileiro.  A briga das torcidas de Atlético Paranaense e Vasco ganhou repercussão mundial e foi mais longe do que noticiários esportivos e policiais. Esta semana, a Nissan decidiu rescindir seu contrato com o time carioca, de forma unilateral. Veja abaixo o comunicado oficial da marca japonesa sobre o assunto:

Com isso, o Vasco deixará de receber R$ 21 milhões do patrocínio Master. Um grande baque para o já combalido clube.

Deixando de lado informações sobre uma parceria já desgastada e também sobre justiça de uma decisão dessas, cabe uma reflexão de marketing. O interessado nessa história é o Vasco da Gama, que teve sua imagem muito arranhada nesta história. A sua associação impensada (que não é uma coisa que, aparentemente, acontece em TODOS os grandes clubes do país) com as briguentas torcidas organizadas fez com que o clube perdesse um investidor. Em outras palavras, seu produto não é confiável.

Para uma marca como o Vasco, ter um produto ruim já é difícil de se gerenciar. Agora, um produto ruim e pouco confiável é muito pior. Agora será muito trabalho para achar uma marca que queira se associar com um clube nesta situação. Grandes marcas tem muita noção do que uma associação ruim pode fazer ao seu brand equity. Não será fácil!

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