Segmentação: Idiota

Mike Jeffries, presidente da Abercrombie & Fitch, finalmente anunciou o que todos já imaginavam: a empresa não quer mais usuários gordinhos. A frase caiu como uma bomba na internet, na última semana. Afinal, o complemento da frase foi que o presidente  queria que a marca seja relacionada apenas com pessoas “bonitas e magras”, pessoas “gostosas, populares e de boa aparência”.

Que Jeffries é um cara polêmico, o mundo corporativo já sabia. Mas, na minha opinião, passou dos limites. Claro que, estrategicamente falando, segmentação é necessária para qualquer empresa. É mais que necessário escolher os públicos corretos e focar neles.

Mas não me venham confundir segmentação com falta de respeito! O foco principal nas mulheres (ainda vendem números maiores para atletas masculinos) acima do peso, chamando-as indiretamente de feias, não é uma ação feliz.

Vejo isso como prepotência. A Abercrombie vem se destacando a quase uma década entre o público jovem e adolescente. Agora que estão por cima, nada melhor do que identificar melhores segmentos psicográficos ou de padrões de consumo para trabalhar. Mas creio que “feiura” e “beleza” nunca serão os melhores nichos de mercado.

Detalhe: Tudo isso em uma empresa que diz “valorizar a diversidade” – http://www.anfcareers.com/Page/Diversity (tem até um vídeo mostrando a valorização da diversidade pela empresa).

Que não seja uma profecia. Mas espero que o mercado trate esta empresa do mesmo jeito que ela trata o mercado!

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