Cartas na Mesa

Foi com surpresa que o mundo do entretenimento recebeu a interessante notícia da veiculação de uma série original, criada pela Netflix. “House of Cards” conta a história de Francis Underwood, senador americano vivido por Kevin Spacey, e a sua escalada sem escrúpulos rumo ao poder. Os números de audiência não foram divulgados mas, se tomarmos como índice o buzz gerado nas mídias sociais e na imprensa, especializada ou não, o sucesso foi retumbante (o USA Today chamou de melhor coisa que você vai ver na ‘televisão’ esse ano). Tanto que a empresa já está produzindo a segunda temporada da série e está com outras 4 em fase de pré-produção.

O que há nas entrelinhas é mais uma revolução digital em andamento. Talvez seja a primeira vez que, efetivamente, teremos uma convergência entre a Televisão de entretenimento e a internet. E digo mais: é a primeira vez em que temos um seriado, talvez “top 3” em entretenimento hoje em dia, que aproveita para surfar numa onda que já é uma realidade a muito tempo. A onda dos downloads piratas que a maioria dos usuários de internet fazem dos seriados.

A Netflix, que muita gente no Brasil ainda tem desconfiança de que aqui nunca vai dar certo por sermos um país pirateiro, está apostando na cultura que está sendo criada por este cenário. Pessoas estão assistindo cada vez mais seriados no computador, tablets e smartphones; pessoas estão comprando Smart TVs para poder se conectar na internet e assistir os mesmos seriados e filmes. Bola dentro!

Você pode dizer que a quantidade de pirataria ainda é grande e que o modelo Netflix não pegará em países em desenvolvimento. Ledo engano. No Brasil pode não ter decolado ainda, mas os números não deixam de ser surpreendentes. Tanto em quantidade de material, quanto em assinantes. Veja o quadro abaixo:

“House of Cards” é o início de uma grande revolução de conteúdo. Já se fala, nos EUA, que quando diversas séries originais serem produzidas para plataformas similiares, e as outras já estiverem disponíveis para a mesma, que ter TV por assinatura já não vai ser tão interessante. Que mudança estamos assistindo. Fico pensando em grandes empresas de comunicação que não entenderam a ideia e hoje assistem, com certeza, com certo receio.

As cartas estão na mesa. Como num jogo de pôquer, quem souber jogar melhor com elas vai se sair bem. E estamos vendo a boa jogadora Netflix bem no páreo, com uma casa cheia de cartas pra jogar!

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