Alma Mater

Ontem (07/01/2012) foi dia de BCS. Esta é a final do College Football, o campeonato de futebol americano universitário, um evento que movimenta todo o país e muito, muito dinheiro. O mais mágico deste momento é como as instituições envolvidas se doam no programa, mostrando, além da garra e da torcida, seus diferenciais instituicionais, suas cores… sua experiência. O resultado do jogo, onde a University of Alabama, maior vencedora do BCS, levou pela 3ª vez o título em 4 anos (desta vez em cima da tradicionalíssima NotreDame), para um observador de marketing, não é o mais importante.

Sou um estudioso do marketing em instituições de ensino superior há muito tempo. E não escondo como sou fã do modelo institucional de educação americano. Me empolgo, não só a ver o perfil profissional com que se faz a gestão das instituições universitárias, mas pela aura especial que circunda a experiência de se viver e estudar.

A “campus experience”, termo dado para esta vida universitária, ao contrário do que vemos aqui no Brasil, é uma parte importante da experiência de vida de uma pessoa. A universidade vira sobrenome, vira diferencial. É o que eles chamam de “Alma Mater”. Faz parte da cultura, não só dos EUA, mas de países como Inglaterra, Alemanha e Austrália.

O que acho interessante é que, mesmo sendo um aspecto cultural, as universidades não deixam esta questão morrer. Ao contrário, o investimento é pesadíssimo para que a Alma Mater do aluno, que é o principal cliente de uma instituição educacional, seja construída e que o acompanhe por toda a vida. Por isso o investimento em projetos como Esportes, Música, entre outros grupos de interesse, são tão valorizados.

Que diferença do marketing universitário feito no nosso país. Pobre e míope, feito apenas pra conseguir “novos” clientes, sem se preocupar na manutenção dos mesmos. Na sua perpetuação futura. Na construção da sua “alma mater”! “Para que isso?”, podem perguntar… Você sabia que as universidades americanas tem orçamentos milionários (algumas bilionários, como as IES da Ivy League, Stanford, entre outros) onde a maioria dos recursos provém de doações? E dessas doações a maioria esmagadora vêm, direta ou indiretamente, de ex-alunos? Além disso, as pessoas desejam perpetuar a Alma Mater na familia, mandando os filhos e familiares pra mesma instituição. Contratando ex-alunos. Enfim, é um círculo virtuoso, onde o marketing tem papel fundamental.

Algumas instituições no Brasil tentam, de forma ainda incipiente, promover a sua Alma Mater. Mas as instituições talibãs e as grandes corporações parasitas ainda atrasam muito o amadurecimento do mercado educacional superior brasileiro. Mas este amadurecimento vem aí. Não como luxo, mas como necessidade básica. Evasão e falta de preenchimento de vagas estão aí como o câncer. Não seria o modelo americano de marketing universitário um exemplo a ser seguido?

Relacionamento é tudo. Inclusive na universidade!

PS.: Como entusiasta, admirador e torcedor da University of Alabama, fiquei muito feliz com o resultado do BCS! Uma lavada! ROLL, TIDE, ROLL!!!

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