Pesquisa mostra Comportamento do Consumidor Brasileiro na Internet

por Guilherme Dearo, para Exame.com

Os usuários brasileiros do Twitter devem gastar, em média, 618 reais com as compras de Natal.

Esse é um dos achados da nova pesquisa feita pelo Twitter Brasil, feita em parceria com o Instituto Ipsos, obtida com exclusividade por EXAME.com.

Além do valor médio de gastos pretendidos, a pesquisa feita com 1011 brasileiros e também usuários de Argentina, Chile, Colômbia e México (total de 3544 entrevistados) mostra outros comportamentos de consumo no final do ano e a relação dos usuários com as marcas na rede social.

Para Janette Shigenawa, chefe de pesquisa do Twitter Brasil, as marcas precisam ser relevantes na rede social.

“Os usuários que seguem perfis de marcas querem informações e conteúdos relevantes, atualizações. Não estão ali atrás apenas de uma promoção”, explica.

Muitos usuários e consumidores em potencial esperam sempre informações sobre novos produtos. À EXAME.com, Shigenawa diz que há uma interação com as marcas no Twitter e que elas estão, em diferentes estágios, aprendendo a fazer essa ponte efetiva com os usuários: conversando, resolvendo pendências, tirando dúvidas.

Veja algumas das descobertas do estudo:

- 56% dos brasileiros no Twitter dizem que a internet impacta na hora de decidir alguma compra.

- 69% dizem ser prazeroso ir às compras de final de ano e irão usar as redes sociais para pesquisar algum presente.

- 43% pretendem gastar mais que em 2013. A média da pretensão de gastos é de 618 reais. A média brasileira é similar à média dos outros países da pesquisa.

- Após seguirem as suas marcas favoritas no Twitter, 62% visitaram o site ou loja online da marca e 46% compraram algum serviço ou produto dela.

- 98% dos brasileiros consultarão uma rede social antes de decidir por uma compra.

- Embora muitos considerem uma atividade prazerosa, 41% disseram que sentem alguma dificuldade para escolher presentes e 24%, se pudessem, deixariam outra pessoa comprar em seu lugar.

- A busca na internet é lógica: é mais prática e fácil, evitando a correria e o tumulto das ruas e shoppings no final do ano. 78% disseram optar pelas compras online justamente para evitar esse estresse.

Bilheterias no Brasil – 2014

Saiu o ranking das maiores bilheterias do Brasil (até agora). Confira a lista abaixo:

B4XXYrJIcAEf0Fb

 

Sem dúvida, o público brasileiro é amante dos Blockbusters, como vemos explícito na presença de filmes como Transformers, X-Men e Capitão América. Mas o que é impressionante é um filme dramático em primeiro lugar. “A Culpa é das Estrelas”, baseado no livro de mesmo nome de John Green, realmente foi, além de maior presença de público, o que mais gerou buzz. Ainda não vi o filme, mas ouvi demais sobre ele em minhas mídias sociais, entre meus alunos (mais entre minhas alunas), em reuniões de trabalho e colegas de sala.

O que pode nos mostrar isso? Seria uma tendência do brasileiro em curtir, além das histórias bombásticas, feitas com grande quantidade de efeitos especiais, uma história mais lenta, onde a emoção fale mais alto? Creio que sim. O apelo do storytelling e do reality chegou definitivamente ao público em geral. Cabe aos profissionais da comunicação avançarem neste conceito. Se for bem feito, de bom gosto, o público vai aprovar.

O Embolsador

Poderia ser mais uma de uma possível série “campanhas fofas”. Mas mostra como uma marca constrói seu posicionamento de forma criativa e totalmente alinhada com as novas tecnologias.

A Kleenex talvez seja a marca mais famosa do mundo no seu setor: lenços de papel. E nessa campanha ela busca fortalecer ainda mais o conceito do seu produto, que é de acompanhar as mulheres sempre. Dentro, claro, da bolsa destas mulheres.

A campanha traz a figura do “Embolsador”, que é um batedor de carteira invertido. Ao invés de roubar coisas importantes das bolsas das mulheres, ele as insere. Não somente objetos, mas verdadeiros sonhos das pessoas. Claro, tudo vinculado com os lenços Kleenex. Veja o vídeo:

Por trás da grande criatividade, chamo atenção para o slogan: “Te acompanha em todos os momentos (mesmo que você não perceba)”. Simples, direto, exatamente o que o produto significa. Na sua simplicidade, é um fenômeno. Um posicionamento forte, que dificilmente não achará espaço na cabeça do público-alvo.

Parabéns, Kleenex. Sem dúvida, uma das grandes campanhas do ano. E uma das grandes estratégias de marketing (posicionamento de marca) também!

Superbowl XLIX Promete

O SuperBowl é, sem dúvida, o maior frenesi publicitário do mundo. A final do futebol americano movimento centenas de milhões de dólares, no que são os 30″ mais caros em propaganda no mundo. Este ano, o canal responsável pela transmissão é a NBC, que ocorrerá em 1º de fevereiro de 2015. Ainda há espaço para compras, que este ano tem ocorrido em ritmo lento, mas a grande maioria já foi vendida.

A Advertising Age fez um raio-x dos anunciantes que já compraram espaço, nos dando uma prévia do que veremos neste momento criativo e que é uma ode à comunicação de marketing. Confira:

Anheuser-Busch InBev
Repetindo o ano passado, onde comprou espaço para três anúncios, a empresa deve focar em campanhas para a Budweiser e a Bud Light, cervejas preferidas dos americanos e símbolo de curtição em momento esportivo. É praticamente impossível pensar em publicidade no SuperBowl e não ter nenhum spot destas marcas.

PepsiCo.
Comprou dois espaços de 30 segundos, onde vai focar na marca Doritos. Provavelmente deve trazer a campanha “Crash the SuperBowl”, um concurso onde os consumidores interagem com as propagandas. A empresa faz parte do rol de anunciantes pelo seu nono ano consecutivo.

Loctite
A empresa investirá quase todo o seu orçamento anual de propaganda numa série de anúncios da Super Bonder no Superbowl, que estará ligada à campanha #WinAtGlue.

McDonald’s
Depois de alguns anos fora, a marca volta ao rol de anunciantes do SuperBowl. Mas ainda não deu indicações sobre o tema da campanha. Especula-se algo com o “Amo Muito Tudo Isso” (campanha institucional).

Mercedes-Benz
Ainda não confirmado o tema, mas a marca, que volta depois de um ano fora, comprou um espaço de 60 segundos.

Mophie
É uma debutante no SuperBowl. O foco será o aumento do reconhecimento e ressonância da marca de aparelhos para carregamento de smartphones.

Pepsi-Cola
Será o patrocinador do halftime. Este ano, ainda a confirmar, a Kate Perry.

Skittles
Outra empresa que fará sua estreia no SuperBowl. Também não se sabe qual será o tema da comunicação.

Toyota
A empresa se recusou a dizer qual o tema, classificando-o com “estratégico”.

Wix.com
Comprou um spot de 30″. Também é caloura no SuperBowl. A empresa tem investido pesadamente em TV nos EUA, América Latina e Europa e o SuperBowl será uma espécie de ápice deste investimento.


 

Qual será a melhor delas? Já se iniciam as apostas!

Marcas Próprias Avançam no Varejo Eletrônico

por Nayara Fraga, para EXAME Online


Velhas conhecidas do varejo físico, as marcas próprias estão ganhando o varejo online. Só neste ano, pelo menos três marcas conhecidas no comércio eletrônico brasileiro decidiram apostar em produtos com assinatura própria: Tricae, do segmento infantil, Kanui, de artigos esportivos, e Mobly, de móveis. A próxima será a Netshoes, o quinto maior e-commerce da América Latina, segundo o ranking da Internet Retailer. A empresa, que somou R$ 71,8 milhões de prejuízo em 2013 (valor alto, porém 23% inferior ao de 2012), está apostando alto nas novas criações.

O investimento no novo projeto não é revelado. Mas o esforço, a tecnologia e o tempo envolvidos na criação dos produtos dão a dimensão. Em outubro de 2013, a empresa convidou um executivo com passagem por Nike e Levi’’s, Maurício Busin, para chefiar a recém-criada divisão de marcas próprias da companhia. De lá para cá, ele fechou parceria com fornecedores de sete países e deu forma a duas marcas e 257 itens – de meias a equipamentos vestíveis (os famosos wearable devices, em inglês). No total, 80 pessoas da empresa se envolveram com o projeto.

O conceito das duas linhas ficou por conta do Grupo Troiano de Branding. Nas definições da consultoria, a GoNew atende ao consumidor que está na situação do “sofá-out” – ou seja, falta só um empurrãozinho para tirá-lo do sofá e incentivá-lo a fazer algo novo. Nesse caso, vestuário, calçado e equipamentos mais baratos que a média vendida no site podem funcionar como estímulo para esse consumidor.

Já a All4One, que inclui pulseira e visor de LED para monitoramento cardíaco, se volta para o atleta mais profissional e reúne as informações geradas pelos aparelhos em um aplicativo, que podem ser compartilhadas com amigos.

Alguns dos produtos, que serão apresentados oficialmente na quinta-feira, foram colocados à venda no site, de forma discreta, em outubro. Sem nenhum tipo de anúncio, a empresa percebeu que a taxa de conversão das linhas próprias é três vezes maior que a média das outras marcas vendidas na loja. A taxa de conversão representa o número de pessoas que visitaram a loja, foram até o carrinho e concluíram a compra. Além disso, o estoque de alguns produtos, como o monitor cardíaco, esgotou em uma semana – a empresa não revela o número de unidades.

A Netshoes tem a seu favor o fato de estar em um setor que tem registrado forte desempenho. O mercado de artigos de esporte e lazer, somado a vestuário e calçados esportivos, movimentou R$ 1,5 bilhão no comércio eletrônico brasileiro de janeiro a setembro de 2014, segundo levantamento do Ibope E-Commerce. O montante é equivalente a 6% do faturamento total do e-commerce do País para o mesmo período.

Mas a empresa tem, também, o desafio da diferenciação num universo em que cada vez mais lojas vendem o mesmo tipo de produto. E num contexto em que grandes e já consolidadas marcas, como Nike e Adidas, criam seus próprios e-commerces. “É por isso que a saída, muitas vezes, é entregar um preço mais baixo ou uma experiência”, diz Maximiliano Bavaresco, sócio-fundador da consultoria de negócios Sonne Branding.

Com suas novas marcas, a Netshoes investe nos dois caminhos. A GoNew revela-se a mais em conta para o atleta iniciante que não quer gastar muito. A All4One, além de produtos, oferece plataforma que cruza dados para calcular a frequência e a intensidade do treino – e ainda dá pontos ao usuário de acordo com seu desempenho, numa lógica parecida com a dos games.

“A plataforma une o esporte à tecnologia para que o atleta tenha condições de conhecer sua performance e progredir”, diz Maurício Busin.

Mercado

A Kanui, loja também de artigos esportivos, começou a vender produtos com sua marca em março. Em dois meses, os produtos com a assinatura da Kanui, que são de 20% a 50% mais baratos que os produtos de entrada do site, passaram a representar 5% do faturamento da empresa. Agora, subiram para 10%.

Na Tricae, as vendas das marcas próprias já constituem 12% da receita total. “A marca própria traz rentabilidade maior para o nosso negócio”, diz Marcelo Karsouni, diretor comercial e cofundador do site de produtos infantis. Especialmente para a Netshoes, este é um bom momento para falar em ser rentável. A empresa recebeu neste ano novo aporte de R$ 400 milhões, o maior de sua história. Em 2013, a receita subiu 21%, ante crescimento de 65% do ano anterior.

Agora, a companhia – que nasceu como loja física em 2000 e se concentrou no online em 2007 – caminha para provar que sua jornada online dá lucro. Os produtos desenvolvidos em casa são um passo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.