As propagandas do Super Bowl XLIX

University of Phoenix Stadium, palco do Super Bowl XLIX. Na foto, o Show do Intervalo, patrocinado pela Pepsi.

Último domingo (01/02/2015) foi dia do SuperBowl XLIX, a final do campeonato de Futebol Americano. Claro, lá estava eu assistindo, mais um ano grudado na ESPN, com os craques Everaldo Marques e Paulo Antunes. Foi um jogaço, sem dúvida. O evento, um espetáculo que é difícil de descrever em palavras.

Mas, obviamente, como profissional de marketing, o SuperBowl tem pra mim uma outra face tão empolgante quanto o jogo em si. Sem dúvida, esta é a maior vitrine publicitária do mundo. As empresas se esmeram em criar os mais empolgantes spots, na certeza que milhões de pessoas verão, julgarão, se emocionarão (ou não) com a sua marca. Este ano, a NBC foi o canal de televisão que transmitiu a partida. Cada spot de 30″ teve um custo na casa de US$ 4,5 milhões. Já adiantei aqui no blog como estava o cenário para os intervalos do programa (clique aqui e veja o post).

Como o evento transmitido pela ESPN Brasil não mostra os comerciais originais (que lástima!), o jeito é correr pro YouTube para ver os comerciais. Assisti algumas vezes todas os quase 70 comerciais transmitidos no SuperBowl e posso dizer que a grande maioria é muito legal de ver e tem um bom gosto e bom humor interessantíssimos.

Como é muito difícil eleger as melhores (como disse, são muito boas), elegi as cinco melhores e faço uma análise destas campanhas que, na minha opinião, foram campeãs. Ou seja, conseguem transmitir bem o posicionamento de marca, tem uma mensagem de fácil assimilação, passam emoção (seja ela qual for) à audiência e se vinculam com o padrão de comunicação da marca. Eis elas:

- Real Life PacMan – Bud Light

Já poderia ser o vencedor na categoria Storytelling. A Bud Light criou um tabuleiro gigante que reproduzia exatamente o arcade “Pac Man” (ou come-come, como chamávamos no Brasil). O vídeo mostra um consumidor aleatoriamente escolhido para viver o bichinho no jogo real, com direito a plateia e muita música. A campanha foi um sucesso e teve mais de 100 milhões de visualizações e um monte de gente pedindo para a marca fazer o arcade gigante em mais cidades.

- #LikeaGirl – Always

A marca brincou com o estereótipo “mulherzinha” e conseguiu um recall fantástico. Entrou pro time de marcas como a Dove, que consegue conversar com o público feminino através de campanhas cada vez mais emocionais.

- #RealStrenght – Dove Men+Care

Essa tocou meu coração…(risos). Dove sendo Dove. E conseguiu levar a sempre tão enfatizada Vida Real para o público masculino também. Show em vínculo com público e posicionamento de marca.

- Pay With Lovin’ – McDonald’s

Foi um vídeo para divulgar alguns primeiros resultados da campanha “Pay With Lovin'”, onde o sistema POS do restaurante escolhe aleatoriamente um consumidor que, se fizer alguma coisa amorosa previamente escolhida, não pagará nada pelo seu pedido. O vídeo, em si, não é um primor da cinematografia, mas é o que mais motiva à ação entre todos o veiculados no SuperBowl (que faz o consumidor querer imediatamente ir à loja), o que é extremamente importante. Em um próximo post, conversarei mais sobre esta fantástica campanha.

Menções Honrosas: Invisible Mindy Kaling, da NationWide / Because Burrito, da GrubHub / Big Game, da Coca-Cola / Lost Dog, da Budweiser / Revenge, do Clash of Clans

Bola Dentro Total: Pepsi e o patrocínio ao estupendo show da Kate Perry no interval.

Troféu Peba: Sprint. O pior comercial que vi nos últimos tempos.

Outros Pontos interessantes:
– Quatro spots tiveram o mesmo tema: Relacionamento com o Pai (dad).
– Foi o SuperBowl das empresas de pedido de comida pela internet. GrubHub e Eat24 apareceram pela primeira vez. O Vix.Com fez um comercial enfocando empresas que vendem comida pela internet também.
– Os comerciais de automóveis foram decepcionantes.
– Me surpreendeu a quantidade de seguradoras que anunciaram este ano.

Para você que está ansioso para ver os comerciais, é só assistir na Playlist abaixo, que botou os spots na ordem em que foram veiculados. Enjoy it!

“Nós Escutamos”

Você alguma vez já viu uma empresa falando abertamente que escutou os clientes e mudou alguma coisa? Provavelmente já. Mas, quantas vezes a empresa “matou a cobra e mostrou o pau”, indicando quais mudanças foram essas, feitas a partir do mando popular?

O FourSquare foi um aplicativo que arrebatou multidões faz algum tempo. Depois de captar a lealdade do consumidor, criando uma comunidade forte e com direito à “Super Users” que faziam a sintonia fina das venues do programa, do nada houve uma ruptura. Para concorrer com outros aplicativos de indicações, como TripAdvisor e Yelp!, o FourSquare dividiu suas funções em dois: um, com o nome original, para a comunidade indicar e avaliar venues, dando notas para pontos de interesse como restaurantes e bares; e outro, chamado Swarm, para continuar com o joguinho de check-ins, grande propagador do sucesso do aplicativo.

O problema é que foi justamente a “gameficação” do aplicativo que ficou fraca. Acabaram as badges (condecorações), os pontos por quantidade e tipos diferentes de check-ins. O programa começou a ficar deixado de lado, e a galera, ávida por check-ins, começou a usar o próprio Facebook para fazê-lo. E o aplicativo perdeu relevância.

9 entre 10 empresas de internet se perdem neste exato momento. Não olham para o princípio mais básico, o conceito mais central do marketing: necessidades e desejos. O pessoal queria o FourSquare de volta. E eles ouviram…

Recebi um email do FourSquare no dia 11 de dezembro. Assunto: “Vocês Falaram, nós escutamos e fizemos algumas mudanças”. Eis o email que todos os inscritos no aplicativo receberam:

Foursquare

 

Nem precisa dizer que as mudanças não eram intensamente complicadas e difíceis de se fazer. Simples. Mas era o que o “povo” queria. Principalmente no Brasil, que tinha a maior quantidade de usuários e de “SuperUsers” do programa.

Não se sabe se o FourSquare terá o mesmo patamar de uso de antes. Só sei que o programa continua muito bom, uso constantemente e tem me dado muitas alegrias, principalmente nos resultados da busca de bons locais para comer e me divertir. Mas vamos ver como será o futuro neste oceano cada vez mais vermelho.

Profissões Promissoras em Marketing para 2015

A revista Exame entrevistou, no fim do ano passado, 18 consultorias de recrutamento para investigar quais eram as tendências entre as áreas profissionais promissoras para 2015. Abaixo, puxamos as vagas de marketing que estarão na “crista da onda” para 2015. Confira:

1. Gerente de Desenvolvimento de Negócios: Se o momento é desafiador para a economia e para o mercado, a área de vendas ganha ainda mais destaque para a ampliação dos negócios. Profissionais que vão além da gestão de vendas baseada no portfólio de produtos e serviços são os mais procurados, segundo André Nolasco, da Michael Page. O que faz: Prospecta e lidera projetos de novos negócios a fim de captar novas fontes de receita para a empresa. “O objetivo final é desenvolver novas aplicações para produtos ou serviços, ou ainda, prospectar negócios em mercados ainda não explorados”, diz Nolasco. Perfil: Formação em engenharia, administração de empresas e áreas afins. “É essencial que o profissional desenvolva uma rede de relacionamento com agentes de diferentes níveis em empresas ou instituições”, explica Nolasco.

2. Executivo de Vendas / Gerente / Diretor Comercial: Segundo os especialistas consultados, a área comercial das empresas deve começar a ganhar destaque a partir do 2º semestre de 2015, quando o momento de reestruturações deve chegar ao fim. “Depois de enxugar as estruturas, as empresas ficam mais leves e precisam se direcionar de novo ao mercado”, explica Rafael Souto, da Produtive. Marcelo Olivieri, da Talenses, destaca que o setor de bens de consumo deve contratar profissionais e gestores regionais de vendas, sobretudo no Norte e no Nordeste. O que faz: definem as estratégias de expansão de negócios, planejam vendas, identificam oportunidades de negócios. Segundo Eliane Figueiredo, da Projeto RH, podem até interferir na política de preços e, eventualmente, no lançamento ou descontinuidade de produtos. Perfil: a experiência é o grande diferencial nesta carreira. Segundo Rafael Souto, da Produtive, as áreas de vendas estão cada vez mais especializadas. “São especialistas, não há vez para generalistas. Se o executivo for de telecomunicações, por exemplo, a tendência é que ele atue na área de vendas de telecomunicações”, explica.

3. Profissional de Mídias Sociais: O crescimento do comércio eletrônico no Brasil e a maior preocupação de empresas com o ambiente digital faz com que profissionais de mídias sociais se mantenham em evidência, segundo Rafael Souto, da Produtive. O que faz: Cuida da comunicação em redes sociais e de comércio eletrônico com o objetivo de definir estratégias online. Perfil: Formação em marketing ou comunicação, somada a experiência em ambiente digital e visão estratégica.

4. Profissional de Marketing Digital: “As empresas estão cada vez mais interessadas em frentes digitais, de consolidação de marca e de vendas. Além disso, grandes redes de varejo estão investindo em estrutura de comércio eletrônico”, diz Felippe Virardi, da Talenses. O que faz: O foco é no retorno do investimento (ROI), já que, em ambientes online, é alta a velocidade da tomada de decisão para compra, segundo afirma Virardi. Perfil: Formação acadêmica específica não costuma ser exigida, mas cursos na área digital são desejáveis. Profissionais com bom conhecimento de mercado online e digital e experiência corporativa são mais buscados, segundo o headhunter. Inglês avançado ou fluente é necessário em grande parte das posições.

5. Gerente ou Diretor de Marketing, Branding e Inovação: Foco em inovação e fortalecimento das marcas são ações essenciais para as empresas em um cenário de economia fraca. “O desafio deste profissional é criar formas mais baratas e efetivas de desenvolver produtos ou serviços, bem como comunicar seu valor aos clientes de forma ainda mais veloz e genuína”, diz Katia Navarrete, da Exceed. O que faz: Responsável pela gestão da área de pesquisa e desenvolvimento, branding ou inovação. Seu papel é lançar produtos que fortaleçam a marca e tragam mais rentabilidade. Perfil: Formação em economia, finanças ou administração de empresas, com experiência específica na área.

6. Profissional de Marketing na Área de Consumo & Insights de Mercado: Profissionais da área se destacam porque são estratégicos para avaliar o comportamento de consumo e o momento de mercado, segundo Felippe Virardi, da Talenses. A carreira também é a aposta de Rodrigo Soares da Hays. “Este profissional será fundamental para encontrar formas criativas de aumentar as vendas mesmo num cenário desanimador como o de 2015”, diz. O que faz: pesquisa o mercado e estuda o comportamento do consumidor. Segundo Virardi, é um profissional que trabalha em empresas de bens de consumo, de médio e grande porte, nacionais ou multinacionais. Perfil: a formação acadêmica importa menos do que o senso analítico e a facilidade para construir estratégias. É preciso saber como usar o entendimento do mercado e do consumidor para direcionar as ações da empresa.


A maioria das áreas profissionais do marketing para este ano estão voltadas à tecnologias de informação e comunicação e inovação. Parece que estas duas áreas estão cada vez mais ligadas. Não há marketing sem ligação com a área de tecnologia, quer seja para contato com consumidores, quer seja para gestão de dados para auxílio à decisão.

Um ótimo 2015 para todos!

Pesquisa mostra Comportamento do Consumidor Brasileiro na Internet

por Guilherme Dearo, para Exame.com

Os usuários brasileiros do Twitter devem gastar, em média, 618 reais com as compras de Natal.

Esse é um dos achados da nova pesquisa feita pelo Twitter Brasil, feita em parceria com o Instituto Ipsos, obtida com exclusividade por EXAME.com.

Além do valor médio de gastos pretendidos, a pesquisa feita com 1011 brasileiros e também usuários de Argentina, Chile, Colômbia e México (total de 3544 entrevistados) mostra outros comportamentos de consumo no final do ano e a relação dos usuários com as marcas na rede social.

Para Janette Shigenawa, chefe de pesquisa do Twitter Brasil, as marcas precisam ser relevantes na rede social.

“Os usuários que seguem perfis de marcas querem informações e conteúdos relevantes, atualizações. Não estão ali atrás apenas de uma promoção”, explica.

Muitos usuários e consumidores em potencial esperam sempre informações sobre novos produtos. À EXAME.com, Shigenawa diz que há uma interação com as marcas no Twitter e que elas estão, em diferentes estágios, aprendendo a fazer essa ponte efetiva com os usuários: conversando, resolvendo pendências, tirando dúvidas.

Veja algumas das descobertas do estudo:

– 56% dos brasileiros no Twitter dizem que a internet impacta na hora de decidir alguma compra.

– 69% dizem ser prazeroso ir às compras de final de ano e irão usar as redes sociais para pesquisar algum presente.

– 43% pretendem gastar mais que em 2013. A média da pretensão de gastos é de 618 reais. A média brasileira é similar à média dos outros países da pesquisa.

– Após seguirem as suas marcas favoritas no Twitter, 62% visitaram o site ou loja online da marca e 46% compraram algum serviço ou produto dela.

– 98% dos brasileiros consultarão uma rede social antes de decidir por uma compra.

– Embora muitos considerem uma atividade prazerosa, 41% disseram que sentem alguma dificuldade para escolher presentes e 24%, se pudessem, deixariam outra pessoa comprar em seu lugar.

– A busca na internet é lógica: é mais prática e fácil, evitando a correria e o tumulto das ruas e shoppings no final do ano. 78% disseram optar pelas compras online justamente para evitar esse estresse.

Bilheterias no Brasil – 2014

Saiu o ranking das maiores bilheterias do Brasil (até agora). Confira a lista abaixo:

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Sem dúvida, o público brasileiro é amante dos Blockbusters, como vemos explícito na presença de filmes como Transformers, X-Men e Capitão América. Mas o que é impressionante é um filme dramático em primeiro lugar. “A Culpa é das Estrelas”, baseado no livro de mesmo nome de John Green, realmente foi, além de maior presença de público, o que mais gerou buzz. Ainda não vi o filme, mas ouvi demais sobre ele em minhas mídias sociais, entre meus alunos (mais entre minhas alunas), em reuniões de trabalho e colegas de sala.

O que pode nos mostrar isso? Seria uma tendência do brasileiro em curtir, além das histórias bombásticas, feitas com grande quantidade de efeitos especiais, uma história mais lenta, onde a emoção fale mais alto? Creio que sim. O apelo do storytelling e do reality chegou definitivamente ao público em geral. Cabe aos profissionais da comunicação avançarem neste conceito. Se for bem feito, de bom gosto, o público vai aprovar.