McWhopper: a cronologia

Pra quem não acompanhou um dos grandes acontecimentos de marketing dos últimos meses, montamos esta cronologia legal. A cronologia do McWhopper!


O Início

A ideia do McWhopper surgiu provavelmente de uma lenda urbana que povoa a internet faz algum tempo. Juntar os principais sanduíches das duas mais fortes companhias de fast food do mundo. De um lado, o Big Mac, do McDonald’s; do outro, o Whopper, do Burger King. Ambos são ícones do American Way of Life em todo o planeta.

Faz muito tempo que vídeos estão no YouTube, textos em blogs e comunidades virtuais falando sobre a possibilidade de acontecer uma junção dos dois sanduíches, ou então ‘malucos’ fazendo a junção. Claro que após o evento da última semana de agosto, estes vídeos apareceram às dezenas. Mas o fato é que com certeza a ideia não é nova, nem foi de exclusividade do Burger King.


26/08/2015 – 06h – A Proposta 

A manhã da quarta-feira foi pólvora pura. Um anúncio colorido de página inteira no The New York Times e no Chicago Tribune (principal jornal da cidade onde fica a sede do McDonald’s) trazia uma carta aberta do Burger King direcionada ao seu concorrente. Nesta carta, o Burger King convocava o McDonald’s para realizarem uma ação conjunta no dia 21 de setembro, onde se comemora o Dia da Paz, adotado pela ONU e apoiado pela ONG Peace One Day. A ação: a criação de um novo sanduíche, que seria a junção dos sanduíches das duas empresas. O nome: McWhopper.

Carta Aberta publicada nos jornais

McWhopper: Carta aberta publicada nos jornais americanos.


26/08/2015 – 08h – A Campanha

Ainda na manhã, o que parecia um texto isolado de uma ideia dos líderes da BK, virou um turbilhão! A postagem de um vídeo no YouTube, divulgado nas outras mídias sociais detalhou mais o projeto:

Como já havia sido anunciado no comunicado impresso, entrou no ar o www.mcwhopper.com, site que explicava todo o processo ainda mais detalhado. A ideia era criar um restaurante exclusivo onde o novo sanduíche seria servido, no meio do caminho entre as cidades das duas sedes: Atlanta. Pensaram em tudo: identidade visual, roupas, caixas dos sanduíches, entre outros ícones.

E o apelo continuava no ar: “McDonald’s, aceite!”


26/08/2015 – 09h20 – A Resposta

Depois de “zerar” a internet na manhã da quarta, o McDonald’s estava sendo cobrado de uma resposta. Imagino como não foi a correria na sede da empresa, chegando a informação até o CEO, Steve Easterbrook. E, claro, a empresa dos Arcos Dourados respondeu. E foi um grande “Sorry, but no”. Veja o post publicado no Facebook:

A resposta do McDonald’s veio em alto e bom som: não estamos em guerra. E achou a brincadeira desrespeitosa com quem realmente sofre os temores de uma guerra. Balde de água fria nas pretensões do projeto.


26/08/2015 – 10h – A repercussão

A internet respondeu quase de forma imediata à posição do McDonald’s. E não foram as mais respeitosas. Claro, deixando a discussão de uma série de fatores, como o oportunismo e a forçação de barra, o público comprou a ideia do BK. E acharam que desrespeitosa foi a forma como o MC tratou o ‘desafio’. Alguns comentários no post-resposta:

No mundo todo, surgiram mensagens de apoio ao BK, e diversas repreendendo a atitude do McDonald’s e seu CEO. Outras, poucas, também se posicionaram contra todo esse papo. Mas obviamente ficou arranhada a imagem do MC, como a empresa que não quis ajudar a paz mundial.


26/08/2015 em diante – O Meme

Claro que a internet iria eternizar o episódio. As reações foram as mais hilárias, transformando a história toda num meme sensacional.

Teve empresa pegando carona (Giraffas):


– Teve gente querendo fazer empresas pegarem carona:


– Teve meme entrando na história:

Teve gente criando o sanduíche para ver se realmente valia a pena:


Até nome o evento ganhou: McTorta de Climão!


E você? O que achou dessa história toda? Bola dentro do BK? Ou o McDonald’s fez certo? Quem saiu com a imagem melhor depois do evento? Comente!

Lojas Renner: Aula de Marketing

Recentemente, o jornalista Geraldo Samor, de Veja Mercados, fez uma entrevista interessante com José Galló, CEO das Lojas Renner. Galló fala um pouco de assuntos diversos, entre eles Crises econômica e política, o mercado do fast fashion, expansão… Uma verdadeira aula de marketing com um dos principais CEOs do varejo brasileiro. Confira o áudio da entrevista:

Roteiro:

Esqueça X, Y e Z: bem-vindo à “Geração Curiosa”

por Omaid Hiwaizi, presidente do app Blippar, para a Marketing Magazine UK

Olhando para as pessoas vivendo o seu cotidiano, algo me chamou a atenção: se estamos viajando, fazendo compras, indo ao cinema ou a um jogo de futebol, ou simplesmente em nosso tempo livre, vemos pessoas que estão constantemente curiosos. Gastamos nosso tempo “caçando”, comparando, aprendendo, explorando. E os celulares são os catalisadores disso tudo.

“Mais curioso e mais curioso!”, Alice gritou enquanto vagava no País das Maravilhas e agora a curiosidade é o comportamento mais importante, único que nos define como criativamente criaturas inteligentes. Nós não somos ensinados a sermos curiosos, nós nascemos curiosos; e, sem dúvida, isto nos colocou em nossa posição de comando entre outros animais na Terra.

Mais curioso e mais curioso
No resumo de sua pesquisa acadêmica “Curiosidade e busca de informação no comportamento animal e humano“, o professor Wojciech Pisula conclui: “Curiosidade – um desejo de compreender vários fenômenos e uma busca pelo conhecimento – é uma das principais forças motrizes do progresso. A fome de informações sobre o mundo que nos rodeia é frequentemente citada como um fator que determina o nosso lugar na natureza”. Dicas de situações de língua são os momentos em que a curiosidade impulsiona o comportamento mais poderosamente – temos de saber um pouco da história para saber que há mais que não sabemos.

Einstein e muitos outros líderes intelectuais e culturais têm afirmado que a curiosidade é o traço fundamental do gênio. Nós todos experimentamos isto cognitivamente, mas também experimentamos fisicamente e socialmente. Ela se estende aos nossos sentidos e molda o nosso córtex cerebral – e quando estamos privados de curiosidade, o desenvolvimento do cérebro decai. O que talvez seja mais interessante é como essa curiosidade inata tão poderosamente nos move quando somos crianças mas, conforme o tempo passa, ela vai para o plano de fundo. Nós não agimos sobre a curiosidade – nós a vivemos em nossos hábitos e no nosso conhecimento atual.

Tecnologias nos molda como humanos
Por que então nós perdemos esta forma intuitiva de ‘navegar’ no mundo? Talvez seja porque a língua e a cultura assume o controle da gente e que de alguma forma nós perdemos esta capacidade de navegação intuitiva e essencial.

A tecnologia tem sempre nos moldado como seres humanos – temos sido capazes de identificar novas formas de fazer as coisas e novos usos para os nossos recursos. Mais recentemente, o “Google Effect” foi identificado. Ele mostra como já estamos terceirizando nossa memória de curto prazo para esta plataforma, o que tem moldado nosso cérebro e a forma como pensamos.

Moldando a mídia e a cultura
Mídia e cultura mudou nesta direção há décadas – a aceleração como nos relacionamos com o conteúdo e com o nosso próximo. Fomos de de edições mais rápidas em filmes e vídeos de música para os Vines de seis segundos. Cartas se tornaram e-mails e, em seguida, mensagens de texto. Fotografias compostas se transformaram em snaps rápidos nas câmeras digitais e agora são selfies no Snapchat. Emoticons e emojis reduzem ainda mais a comunicação com gestos emocionais instantâneos e a pesquisa mostra que nossos cérebros já estão aprendendo a reagir a eles fisiologicamente, da mesma forma como rostos reais.

Também temos visto um comportamento fascinante com o app Blippar, nos quatro anos que a plataforma tem sido executada. Entre os bilhões de blipps que têm sido registados, alguns padrões muito interessantes surgiram nos dados, que revelam a nossa curiosidade inata e as peculiaridades de nosso comportamento que mudam de acordo com ela.

Blippar, aplicativo que tem ajudado a alterar a forma como as pessoas pesquisam o mundo na internet

Demograficamente contra-intuitivo
Um exemplo é a forma como curiosidade não segue os padrões demográficos que se poderia esperar. Por exemplo, 30% dos leitores mais velhos da revista Gardener’s World blipparam regularmente suas páginas para ver vídeos do canto dos pássaros e obter dicas sobre horticultura. Em outro lugar, imediatamente após Robin van Persie marcar o seu ‘Gol Superman’ na Copa do Mundo de 2014, blipps na marca Pepsi com o Van Persie (garoto propaganda da marca em uma campanha específica na Copa do Mundo) atingiram o pico na Holanda, mostrando que a excitação dos fãs dirigiu a sua curiosidade naquele exato momento. Na verdade, quase 8% das latas de Pepsi distribuídas na Holanda foram blippadas durante esse período.

Nós também observamos que quando as pessoas blippam uma lata de refrigerante, um anúncio de imprensa ou um cartaz para um filme, ou uma revista, sua curiosidade é aguçada e eles vão imediatamente tentar e blippar outros objetos no mundo em torno deles.

Pudemos perceber que este novo comportamento da “Geração Curiosa” estava surgindo. Nós, então, recriamos o mecanismo de reconhecimento de imagem do Blippar para que este reconhecesse todos os objetos e otimizasse algoritmos de inteligência artificial para o fornecimento de uma gama de conteúdo relevante – com base no indivíduo e no contexto dele (até este ponto, tinha sido experiências em Realidade Aumentada). Estamos treinando o sistema para reconhecer o mundo – um grande esforço.

Reconectar com nossa criança interior
Então, como a nova tecnologia está trazendo à tona os nossos lados curiosos? Em minha opinião, é tudo sobre o quão perto a tecnologia pode nos integrar – o tanto que ela pode ser personalizada, prever nossas necessidades e interesses que podemos acessar sem pensar, ou mesmo fazer qualquer tipo de pedido. Mesmo algo tão aparentemente natural como uma pesquisa na web nos obriga a saber as palavras para descrever o que estamos procurando. A “Geração Curiosa” quer apenas apontar e descobrir.

Portanto, ao contrário das gerações X, Y ou Z, a “Geração Curiosa” tem sempre estado conosco. É um comportamento inato que fica mascarado assim que nós crescemos. A tecnologia digital agora permite nos reconectarmos com os curiosos, seres intuitivos que nós éramos quando crianças e que ainda permanecem no nosso interior.


Texto original em http://www.marketingmagazine.co.uk/article/1355380/forget-x-y-z-welcome-generation-curious

Cannes Lions 2015 – Highlights

O maior evento mundial da publicidade está acontecendo. O Cannes Lions este ano está recheado de campanhas muito legais (e outras surreais), debates bem interessantes, entre outras coisas.

Mais pra frente, como em todos os anos, farei uma análise das campanhas premiadas e apresentarei aqui para vocês. Por hora, confira os highlights do evento, vendo o que aconteceu de mais legal em cada um dos dias.

DIA 1 – Fundador do Tinder, SY Lau, a artista Emilie Baltz and BrandOpus.

DIA 2 – Marilyn Manson, Evan Spiegel, Jessica Walsh and Syl Saller

DIA 3 – Clipes do Pharrell Williams, Jamie Oliver, Tim Berners-Lee and Sir David Brailsford

DIA 4 – Sir Martin Sorrell, R/GA, Julia Louis-Dreyfus and Kim Kardashian West

Evento de altíssimo nível. Vai muito além do que a premiação. As discussões sempre muito bons! Enjoy it!

Segmentação ao Extremo

Vi este post no LinkedIn, escrito pelo especialista em Social Media e Marketing Digital, Hilário Júnior. Achei que seria interessante para os visitantes do blog! Compartilho o texto do Hilário na íntegra:


Facebook e Serasa fecham parceria para anúncios segmentados por renda

Essa é pra deixar muito defensor da privacidade dos dados de cabelo em pé:Facebook e Serasa estão em fins de fechar uma parceria onde, até o final do ano, a rede social vai ter acesso ao vasto banco de dados da empresa de cadastro financeiro, a partir daí nós (profissionais de social media) vamos conseguir segmentar por faixa salarial os anúncios através da plataforma de anúncios da rede de Menlo Park.

A notícia chegou até mim através de uma fonte que compareceu ontem ao Facebook Track, novo evento do facebook, dessa vez voltado para o mercado Mobile. “Basicamente meu queixo caiu e foi até o chão. Achei fantástico e ao mesmo tempo invasivo” disse a fonte.

Essa história da Serasa fazer parceria com empresas e plataformas de anúncios não é nova, já faz algum tempo que a empresa do Grupo Experian mantém uma parceria com a rede de anúncios da Microsoft e seus portais, no entanto o alcance e robustez do Facebook Ads é bem diferente, não é mesmo?

Essa segmentação através da renda já acontece na plataforma nos EUA e promete mudar consideravelmente a forma como enxergamos determinados tipos de anúncio através do facebook e suas redes parceiras/proprietárias. A frente do Google que, por enquanto só consegue segmentar através de renda familiar média baseado em dados demográficos, o Face já sai. É esperar para ver.

UPDATE: 

A fonte me falou agora que até o final do ano será possível também aqui no Brasil fazer anúncios precisos a partir de endereços. Ou seja: Você quer anunciar apenas para pessoas que morem/trabalhem na Avenida Paulista e tenham renda superior a $ 4.000,00? Sim, vai ser possível.


Se, de fato, isto acontecer, entraremos numa nova era de anúncios segmentados. E vejo cada vez mais as verbas indo para o Facebook e outras mídias digitais e deixando as tradicionais a ver navios!